Diferentemente do passado, quando nossa economia estava em franco processo de industrialização, hoje nossa realidade é bem diferente. Internamente, o setor industrial têm perdido participação percentual na formação do produto. E externamente, estamos longe de cresce com o mesmo vigor que os chineses. Exportamos minério de ferro para eles e importamos aço deles, por exemplo. Sendo assim, sinto saudades dos governos Vargas, JK e Geisel com seus ousados programas de industrialização.
O ano de 2011 não foi bom para a indústria brasileira. Aliás, os anos anteriores também não foram bons para a indústria. O real valorizado e a elevada taxa de juros estão prejudicando enormemente nossas indústrias, sobretudo, as intensivas em mão-de-obra, que são as que mais sofrem com câmbio valorizado. Os indicadores mostram isso. Considerando o acumulado do ano, a produção industrial regional cresceu 0,3%. Houve crescimento em 9 das 14 locais pesquidos, com destaque para o Paraná (7%), Espírito Santo (6,8%) e Goiás (6,2%). O destaque negativo da produção ficou para o Ceará (-11,7%), Santa Catarina (-5,1%) e Região Nordeste (-4,7%).

O resultado da região Nordeste não foi bom porque além de Ceará, Bahia e Pernambuco tiveram desempenho ruim. Enquanto o primeiro teve crescimento negativo de -4,4%, a produção do segundo ficou estagnada. O peso da indústria desses estados na região explica esse resultado.
Comparando-se com o desempenho da indústria em 2010, apenas 7 regiões obtiveram crescimento na produção industrial.

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