A Pequisa de Hospedagem do IBGE revelou que, em 2011, a rede de hospedagem das 27 capitais da federação contava com 5.036 estabelecimentos, que possuíam 250.284 unidades habitacionais (suítes, aptos, quartos, chalés) e capacidade total de 373.673 leitos. De acordo com a pesquisa, os hotéis (52,1%) eram a maioria do estabelecimentos da rede de hospedagem, tinham em média 50 unidades e 74 leitos por estabelecimento. A pesquisa foi realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Turismo com o objetivo de conhecer a infraestrutura de hospedagem do Brasil.

Os resultados da pesquisa mostram que São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza e Florianópolis lideravam os serviços de hospedagem, concentrando 51,3% do total de estabelecimentos, 54,7% da unidades habitacionais e 53,7% dos leitos disponíveis nas capitais basileiras. Ou seja, as seis capitais concentravam mais da metade dos serviços de hospedagem dos municípios das capitais brasileiras.
São Paulo é a capital com a maior rede de hospedagem do país, com 972 estabelecimentos (19,3% do total), 54.065 unidades habitacionais (21,6%) e 73.488 leitos (19,7%). Em segundo lugar, vem o Rio de Janeiro, com 429 estabelecimentos (8,5%), 31.594 unidades habitacionais (12,6%) e 45.416 leitos (12,2%). Juntos, São Paulo e Rio de Janeiro possuem 27,8% do total de estabelecimentos, 34,2% das unidades habitacionais e 31,9% do leitos do país.
Os resultados da pesquisa mostram que, de acordo com os tipos de estabelecimentos, a rede de hospedagem brasileira é constituída, predominantemente, por 2.627 hotéis, com participação de 52,1%, como indicado anteriormente. Em segundo lugar, vem os motéis (1.184), com participação de 23,5%. Os campings, dormitórios e hospedarias estão incluídos no grupo outros, com pequena participação de 1,0%.

O padrão de conforto das hospedagens foi classificado levando-se em consideração a decoração, os mobiliários, os aparelhos, as instalações sociais e esportivas e o atendimento. Segundo a pesquisa, a maioria dos estabelecimentos se enquadraram na categoria econômico ou simples, representando 60,8% do total.