Em 2011 a demanda de passageiros pelos aeroportos Guarulhos, Congonhas, Campinas, Santos Dumont, Brasília e Cuiabá foi maior que suas respectivas capacidades instaladas. Ou seja, a demanda foi maior que a oferta. Significa que esses seis aeroportos estão operando acima dos limites adequados de segurança e conforto.
Quando o assunto é privatização vale destacar que privatizar por si só não garante serviços de qualidade à população. É só lembrarmos da privatização das telecomunicaçõe e dos trens urbanos do Rio de Janeiro (Supervia) e chegaremos a essa conclusão. Pagamos muito caro por serviços com qualidade questionável. Faz-se necessário um marco regulatório eficiente, além de elevados investimentos para que os passageiros sejam os maiores beneficiados dessa história. Do contrário, os lucros serão privatizados e os serviços prestados à população continuarão ruins.
Se a taxa de investimento não aumentar rapidamente acima da demanda, a tendência é que esse problema se agrave. Nosso país será palco de uma copa do mundo e olimpíadas e espera-se, com isso, que o fluxo de turistas nacionais e estrangeiros para lazer e negócios aumente. Além disso, o aumento da renda dos brasileiros levará a uma maior demanda por turismo. A perspectiva futura, portanto, não nada animadora. É muito provável que nos próximos anos, mesmo com a privatização de aeroportos, os passageiros continuem sofrendo com o controle aéreo ineficiente, atrasos de voos e filas provocadas pelas empresas aéreas, polícia federal e receita federal.
Os números em 2011 (em milhões)
Os dados a seguir foram coletados de uma reportagem do Jornal Folha de São Paulo. O número de passageiros no aeroporto de Guarulhos foi de 29,96, tendo capacidade para receber 24,90. Em Congonhas o número de passageiros foi de 16,75, enquanto sua capacidade é de 12. Já em Campinas o número de passageiros foi de 7,54, tendo capacidade de 6,80. Todos são aeroportos de São Paulo. No Rio, a movimentação de passageiros no Santos Dumont foi de 8,52, tendo capacidade de 8,50. O aeroporto de Brasília recebeu 15,40 passageiros, enquanto sua capacidade é de 14. E em Cuiabá chegaram 2,55 passageiros, mas com capacidade de receber apenas 2,40.
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